ODAH - Orientações essenciais para família e escola


Um Guia Prático e Afetivo para Pais, Mães e Educadores

Se você é pai, mãe ou educador, este guia foi pensado com carinho e atenção para você.

Sabemos que lidar com crianças e adolescentes que enfrentam dificuldades de atenção, foco e organização pode ser desafiador, mas também pode ser uma oportunidade poderosa de conexão, aprendizado e crescimento mútuo. 

Por isso, reunimos neste material orientações práticas, acessíveis e fáceis de aplicar no dia a dia, mesmo nas rotinas mais corridas.

Com uma linguagem clara e acolhedora, e exemplos reais que refletem situações comuns, o guia mostra que é possível transformar obstáculos em pontes de diálogo e desenvolvimento. 

Mais do que oferecer soluções prontas, ele convida você a compreender o universo do TDAH com empatia e sensibilidade, promovendo estratégias que fortalecem o vínculo familiar e contribuem para o bem-estar emocional e o desempenho escolar das crianças.

Cada página foi cuidadosamente elaborada para que você se sinta mais preparado(a), seguro(a) e confiante ao lidar com os desafios do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Aqui, o foco está em acolher, orientar e inspirar, sempre com leveza, respeito e eficácia.

Este não é apenas um guia: é um companheiro de jornada para quem deseja educar com consciência, presença e afeto.

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Da Areia ao Inconsciente: A Jornada da Mandala

 Da Areia ao Inconsciente: A Jornada da Mandala

Há séculos, nos altos templos do Tibete, monges dedicam dias ou semanas à meticulosa construção de mandalas com grãos de areia colorida. Cada fração de poeira é colocada com intenção, em um ato de profunda meditação e devoção. Esse processo não é sobre o produto final, mas sobre a jornada interior: um exercício de foco, impermanência e a dissolução do ego ao reconhecer que tudo que é construído será, um dia, reintegrado ao universo.

Essas formas circulares e simétricas, longe de serem meros ornamentos, são mapas da psique. Elas representam a totalidade, a busca por um centro e a integração entre o consciente e o divino.


Jung e a Redescoberta no Ocidente


Foi Carl Gustav Jung quem, ao estudar os próprios sonhos e os de seus pacientes, redescobriu o poder arquetípico da mandala. Ele percebeu que, espontaneamente, pessoas em processo de individuação e cura desenhavam formas circulares similares às dos monges. Para Jung, isso não era uma coincidência, mas a linguagem universal do inconsciente coletivo buscando equilíbrio e totalidade.

Ele compreendeu que a mandala não é apenas um símbolo a ser contemplado, mas um processo ativo de cura. A construção – seja com areia, tinta ou na mente – é o que importa. Jung redescobriu que o ato de mentalizar e dar forma a esses símbolos é uma ferramenta poderosa para reorganizar a psique, integrar conflitos e acessar nosso núcleo mais essencial.

Da Contemplação à Criação: A Meditação Ativa

Enquanto a tradição tibetana enfatiza a dissolução através da desconstrução da areia, a psicologia analítica nos convida a uma meditação ativa: a construção pessoal da mandala.

Essa prática vai além da contemplação passiva. É um convite para que você se torne o monge da sua própria psique. Ao desenhar, pintar ou simplesmente visualizar uma mandala, você não está apenas reproduzindo um símbolo antigo. Você está:

  • Ativando Arquétipos: Conectando-se com padrões universais de cura e totalidade.

  • Mentalizando a Ordem: Usando o foco e a intenção para trazer coerência ao seu mundo interno.

  • Construindo seu Centro: Firmando-se em um ponto de equilíbrio em meio ao caos das emoções e pensamentos.

A grande sacada de Jung foi transformar uma prática espiritual externa em um recurso terapêutico interno. A mandala deixa de ser um objeto sagrado distante para se tornar um espelho vivo da sua própria jornada em busca de si mesmo.


Que tal começar a construir a sua própria mandala interior?

No Curso de Jung da Academia Tríade da Psicanálise, você vai explorar como os arquétipos e símbolos, como a mandala, atuam em sua vida. Aprenda a usar essas ferramentas poderosas para autoconhecimento e integração psíquica.

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A Dúvida que Persegue Todo Bom Terapeuta: Como Saber o Momento Exato de Intervir?

 

Conheça o curso que vai transformar sua incerteza em critério clínico, dominando a arte lacaniana do Ponto de Corte.

Você já saiu de uma sessão com aquela sensação sutil de que algo não ficou claro? 

 

"Aquele que, (o psicanalista) souber abrir com um par de tesouras a mente do paciente, esse é o mestre dos desejos". Uma metáfora, parafraseando Lacan.


As dúvidas que insistem: 

  • "Será que era a hora certa de falar?"
  • "Aquele silêncio foi produtivo ou foi omissão?" 
  • "Por que essa interpretação, tão certeira na minha cabeça, não ecoou no paciente?"

 

Se essa pergunta já habitou seus pensamentos pós-sessão, saiba que você não está sozinho. 

Este é um dos desafios mais complexos e menos ensinados da clínica psicanalítica: a arte do corte.

Não é sobre o que dizer. A teoria, os conceitos, você já domina.

A verdadeira maestria clínica reside em saber QUANDO.

A Armadilha entre a Teoria e o Ato

Na formação tradicional, aprendemos a escutar, a interpretar, até manejar a transferência. Mas a transição do conceito para o ato clínico muitas vezes se dá por intuição, deixando um vazio de critério que gera insegurança.

  • Intervir demais pode inundar o paciente e fechar associações.

  • Intervir de menos pode deixar o processo à deriva, sem direção.

  • Intervir no momento errado pode fortalecer resistências e travar a análise.

A consequência? 

Uma prática clínica que, embora teoricamente sólida, não atinge todo seu potencial transformador. É aquela sensação que todos têm que a Análise "não vai para frente", "não desenrola".

Apresentamos a Resposta: 

O Curso "O Ponto de Corte: A Intervenção no Momento Certo"

Este curso é uma imersão técnica e ética estruturado em 4 módulos, didaticamente bem distribuídos para compreender um conceito lacaniano que pode revolucionar sua prática. Aqui, você não vai apenas ouvir sobre o ponto de corte; você vai aprender a operar com ele.

O que você vai dominar:

  • Do Relógio à Lógica: Entenda o Ponto de Corte como um operador lógico, não como uma interrupção cronométrica. Aprenda a ler o "tempo lógico" da sessão, aquele instante de concluir que promove um avanço.

  • A Escuta que Antecipa o Corte: Treine sua escuta para identificar os sinais no discurso: o significante-mestre que insiste, o furo que revela o real, a demanda escondida por trás da queixa.

  • O Repertório do Corte: Vá além da interpretação. Domine as diferentes ferramentas: a pontuação que ressignifica, o silêncio que corta expectativas, a pergunta que abre uma fenda e a decisão ética do fim da sessão.

  • Critério, não Adivinhação: Substitua a intuição por um critério clínico afiado, aplicando técnicas específicas para a neurose, a psicose e a perversão.

  • A Coragem Ética do Ato: Entenda a diferença vital entre um corte bem-calibrado e um ato analítico, sustentado pelo desejo do analista.

Para Quem é Esta Jornada?

Este curso foi meticulosamente desenhado para um público específico: Psicanalistas e psicólogos clínicos, estudantes em formação que:

  • Já possuem uma base sólida na teoria e sentem que é hora de refinar a prática.

  • Não se contentam com a superfície e buscam a excelência em seu trabalho.

  • Compreendem que a dúvida sobre "quando intervir" é o próximo grande desafio em seu desenvolvimento profissional.

  • Valorizam um ambiente de aprendizado rigoroso e entre pares.

Este conteúdo ninguém ensina, é aprendido a prática clínica, aqui na Academia é uma Nova Bússola Clínica:

Ao final deste percurso, você terá incorporado uma nova sensibilidade clínica, tanto na escuta, quanto na intervenção.

A angústia da dúvida será substituída pela segurança de uma escuta aguçada e de um critério claro. Suas sessões se tornarão mais eficientes, suas intervenções, mais precisas. Você não será mais um espectador do processo, mas um operador ativo da mudança.

A clínica de excelência exige mais do que conhecimento. Exige a coragem de refinar a arte do momento exato.

A oportunidade de transformar sua prática está aqui.


Se você quer dominar a Arte do Ponto de Corte, clique no link abaixo para conhecer o programa completo e garantir sua vaga na próxima turma dia 25/11/25.

https://www.atriapsicanalise.com.br/intervencaoclinica 


Saúde Mental nas Empresas: Um Novo Imperativo

 

Saúde Mental nas Empresas: Um Novo Imperativo

A saúde mental no ambiente corporativo deixou de ser um tema secundário. 

Em um mundo cada vez mais exigente, dinâmico e conectado, os riscos psicossociais como ansiedade, Burnout e conflitos interpessoais passaram a impactar diretamente a produtividade, o clima organizacional e a sustentabilidade dos negócios.

Mais do que uma demanda humana, cuidar da saúde emocional das equipes tornou-se uma exigência estratégica e, em breve, legal. 

A Nova NR-01 traz mudanças significativas que exigem atenção imediata das empresas.

Explore os impactos, soluções e benefícios de investir em ambientes emocionalmente saudáveis. Sua empresa está pronta para essa transformação?

A Psicanalista Nelita Facion destaca a importância da saúde mental no ambiente de trabalho.
Ela apresenta uma abordagem psicanalítica e prática sobre como se preparar para essa nova era. Leia o PDF completo e descubra como antecipar-se com inteligência emocional.

Para saber mais, acesse o site da Psicanalista Nelita Facion.

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A essência da psicanálise na escuta da criança e do adolescente

 A essência da psicanálise na escuta da criança e do adolescente

A essência da psicanálise, ao nos referirmos à criança e ao adolescente, está em compreender a realidade e o brincar, conceitos fundamentais já abordados por Winnicott. A psicanálise se atualiza constantemente, buscando no inconsciente aquilo que remete à inocência, à falta e ao trauma vivido; ao Édipo esquecido, mas presente na experiência singular de cada sujeito. 

Assim, a elaboração e a ressignificação aparecem como processos pelos quais o inconsciente encontra novas formas de expressão no consciente, permitindo que as vivências infantis e juvenis ganhem novos sentidos.

Falo aqui de Júnior (nome fictício), um caso real vivido na escola onde lecionei. Ele era um aluno que se sentava sempre no fundo da sala, vestia roupas escuras — entre tons de cinza e preto e raramente se relacionava com os colegas. Não participava das atividades propostas, tampouco dos projetos extracurriculares. No entanto, estava presente todos os dias, sem faltar sequer uma vez.

O que mais ouvia dos professores era: “É um ótimo aluno, não incomoda, tira boas notas nas provas.” Essas falas ecoavam dentro de mim. Naquela época, ainda sem formação psicanalítica, eu apenas sentia o desejo de escutá-lo ouvir sua voz, suas inquietações, e o silêncio que falava dentro dele.

Busquei uma aproximação, tentando exercer o papel de mediação, como propõe Vygotsky, ao estar na zona de desenvolvimento proximal. Mas a cada tentativa, o retorno era o silêncio, até que, em uma ocasião, enquanto falava sobre um anime japonês, percebi um brilho diferente em seu olhar. Ele não disse nada, mas seu olhar comunicou muito. Como já apontava Lacan, é pelo olhar do outro e pela palavra — que o sujeito se reconhece.

Aquele momento revelou uma via possível de encontro: a linguagem do anime, do Death Note é muito popular entre os jovens que apreciam animes. No dia seguinte, levei para a sala algumas músicas, entre elas uma da trilha sonora do anime Death Note. Pela primeira vez, ele se levantou e me perguntou:

 “Você assiste esse anime?” Respondi que sim, que já havia visto todas as temporadas.

Foi ali que o vínculo se formou. A partir disso, comecei a levar jogos de RPG para a sala, e ele passou a participar, interagir, brincar. O brincar, como nos ensina Winnicott, é o espaço potencial onde realidade interna e externa se encontram. E foi justamente nesse espaço que Júnior pôde elaborar algo de si pela via do simbólico, do lúdico e do reconhecimento. Como propõe Winnicott (1975), o brincar é uma experiência criativa que pertence ao espaço do viver. E assim que a psicanálise se torna a essência pela escuta.

Professor Crisney Barbosa

Psicanalista Didata em Formação

Academia Tríade da Psicanálise

Psicanálise e o professor: Um inconsciente e muitas manifestações


Psicanálise e o professor: Um inconsciente e muitas manifestações

Falar do mestre, daquele que se dedica ao ensino-aprendizagem, em sala de onde há desafios constantes no processo de ensino. Entretanto, é aquele que aprende a lidar com os novos recursos tecnológicos e com os conflitos que vêm de fora para dentro da escola com experiências na qual os estudantes trazem do mundo externo para o mundo interno da sala de aula. Conforme Freud (1913/1996, p. 135) “O professor exerce uma influência psíquica que ultrapassa o conteúdo de sua matéria; ele atua não só pelo que ensina, mas pelo que é”.


O mestre que enfrentam a labuta diária, que não deixa para depois as provas, os planejamentos de aulas, as reuniões pedagógicas e as metodologias ativas. Profissional que realiza diversas manobras para seduzir e conquistar os estudantes ao conhecimento, para a realidade que há um outro, um outro que precisa, que necessita do desejo de conhecer, desejo este que abrirá novos horizontes.

Há um olhar que se cruza com o do professor — no fundo, no meio ou na frente da sala, um olhar que admira, que cria vínculo com o saber pelo movimento dos olhos do mestre. Assim, o ensino se torna um continente de significados, um espaço simbólico no qual o aluno se firma na confiança daquele que ensina. O professor, ao sustentar o olhar, também aprende. Aprende a reconhecer no aluno o espelho de suas próprias inquietações, o reflexo de um desejo antigo de compreender o mundo.

Conforme Mrech (2003, p. 8), “... o ensino verdadeiro é aquele que consegue despertar uma insistência naqueles que escutam, este desejo de saber que só pode surgir quando eles próprios tomaram a medida de sua ignorância”. É aí que compreendemos que o conhecimento é um processo de comunicação. Um saber que se torna fundamental para a construção do eu, que se faz na sociedade e no processo de interação entre professor e estudante. O ensino, assim, estrutura a linguagem e dá sentido ao aprender e não do espaço para ignorância.

Na psicanálise percebe-se que educação segundo Zimerman (1999, p. 87) “É um ato psicanalítico, pois implica em lidar com o inconsciente do professor e do estudante com suas fantasias, medos e ideais” Há vários inconscientes uns do “sim” outros do “não”, da verdade e outros das mentiras, outro do amor e ódio e na mediação contradições o professor que convive constantemente com a ideia da negação, aceitação, dúvidas, certeza é mesmo assim o saber é do sujeito, e não do mestre. (Lacan 1992 p. 22)

Em sala de aula podemos dizer que há um inconsciente que se mistura, entrelaçam em dúvidas, angústias, ansiedades em que os estudantes e o mestre compartilham o mesmo inconsciente na qual Jung (2000, p. 54). 

“O inconsciente coletivo é a parte da psique que não deriva da experiência pessoal, mas é inata e universal. Ele é formado por conteúdos e modos de comportamento que são os mesmos em toda parte e em todos os indivíduos.” É neste ambiente que o mestre se encontra, um espaço de muitos inconscientes que se manifestam constantemente.

JUNG, C. G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Obras Completas, v. 9/1. Petrópolis: Vozes, 2000.

Lacan, J. (1969–1970/1992). O seminário, livro 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar.

MERECH, Levy. Psicanálise e educação: novos operadores de leitura. São Paulo: Pioneira 2003.

Zimerman, D. E. (1999). Fundamentos psicanalíticos: Teoria, técnica e clínica. Porto Alegre: Artmed.


Prof. Crisney Barbosa
Psicanalista Didata em formação
Academia Tríade da Psicanálise

Destaque:

Depois do dia de Natal!

Depois do dia de Natal! Após o Natal, emergem reminiscências, experiências passadas e novas vivências que se entrelaçam no campo do desejo....