O curso de aperfeiçoamento em Psicologia Analítica de Jung - Vamos conhecer suas obras?


O curso de aperfeiçoamento em Psicologia Analítica de Jung tem como proposta aprofundar o entendimento dos principais conceitos junguianos, como arquétipos, inconsciente coletivo, individuação e tipologias psicológicas. 

Voltado para estudantes, profissionais da saúde mental e interessados na psique humana, o curso oferece uma abordagem teórica e prática, permitindo que os participantes integrem os ensinamentos de Jung à sua atuação clínica ou ao seu desenvolvimento pessoal. 

Por meio de estudos dirigidos, análise simbólica e reflexões sobre os sonhos e mitos, o curso promove uma jornada rumo ao autoconhecimento e à compreensão profunda da sua psiquê.

Quem foi Carl Gustav Jung?

C.G. Jung foi um renomado psiquiatra e psicanalista suíço, é o criador da Psicologia Analítica, é uma abordagem que nos faz conhecer profundamente a alma humana. Seus escritos vão muito além da análise do comportamento: exploram os arquétipos, os tipos de personalidade (introvertido e extrovertido) e o conceito revolucionário do inconsciente coletivo.

Obras Completas: o legado de Jung

Nós iremos estudar ao longo do curso, a coleção conhecida como Obras Completas de Jung reúne seus principais estudos e reflexões. Inicialmente composta por 18 volumes publicados entre 1958 e 1981, a série foi ampliada com os volumes 19 e 20, lançados em 1983 e 1994. Nela, encontramos o coração da teoria junguiana e sua evolução ao longo das décadas.

Freud e Jung: uma amizade que virou ruptura

Jung chegou a ser próximo de Sigmund Freud, era para ser o grande herdeiro da psicanálise, foi o preferido de Freud, (uma relação pai e filho), mas suas visões sobre o inconsciente os colocaram em caminhos distintos. Enquanto Freud acreditava que os desejos sexuais eram a força motriz do inconsciente, Jung propunha que emoções e comportamentos emergem de uma camada mais universal da mente, ai ele criou o conceito conhecido como "o inconsciente coletivo".

O curso de Aperfeiçoamento de Jung foi criado justamente para quem busca compreender a complexidade da psique humana, mergulhar nas obras de Jung é uma experiência incrível.

Os livros mais marcantes de Carl Jung

A produção literária de Jung é vasta e rica em temas como espiritualidade, sonhos, filosofia, religião e, claro, psicologia. A seguir, uma seleção de obras essenciais para quem deseja se aprofundar no universo junguiano:

1. O Homem e Seus Símbolos

Último livro escrito por Jung antes de sua morte, é conhecido por suas mais de 500 ilustrações que ajudam a decifrar os símbolos presentes nos sonhos e na vida cotidiana. Uma obra acessível e visualmente impactante.

2. O Livro Vermelho

Escrito entre 1914 e 1930, este livro é uma verdadeira imersão na mente inconsciente de Jung. Com manuscritos originais e visões intensas, ele revela experiências pessoais, sonhos e premonições — como a visão da Europa em guerra, antes da Primeira Guerra Mundial.

3. Cartas de Carl Gustav Jung

Dividido em três volumes, esta coletânea reúne correspondências que revelam o pensamento científico e íntimo de Jung. Ideal para quem deseja compreender o pano de fundo de suas teorias.

4. Memórias, Sonhos e Reflexões

Autobiografia escrita com a colaboração de Aniela Jaffé, amiga de Jung. O livro narra sua trajetória, os conflitos com Freud, viagens e descobertas. É considerado por muitos como a expressão mais profunda de sua alma.

5. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo

Explora como os arquétipos — imagens universais presentes em todas as culturas — influenciam o inconsciente coletivo e moldam nossas experiências.

6. O Desenvolvimento da Personalidade

Jung mostra como os traumas da infância e a influência dos pais impactam diretamente a formação da personalidade. Uma leitura essencial para compreender a origem de muitos distúrbios psicológicos.

7. O Espírito na Arte e na Ciência

Neste livro, Jung conecta psicologia analítica com literatura e arte. Analisa figuras como Freud, Joyce, Paracelso e Picasso, destacando a importância da criatividade na construção da identidade.

8. O Eu e o Inconsciente

A obra revisita a história da psicologia e propõe uma nova visão sobre a relação entre o inconsciente individual e o coletivo, indo além das ideias freudianas.

9. Psicologia em Transição

Jung analisa como o homem moderno se desconecta de suas raízes e se torna vulnerável às forças inconscientes da coletividade. Uma reflexão sobre identidade e moralidade em tempos de mudança.

10. Estudos sobre Psicologia Analítica

Aqui, Jung defende que a cura psicológica exige um diálogo entre o consciente e o inconsciente. A psicoterapia, segundo ele, é um caminho para reconectar o indivíduo com sua essência.

A vasta obra de Jung

Além dos títulos acima, Jung deixou uma extensa lista de publicações que compõem suas Obras Completas, como:

  • Estudos Psiquiátricos
  • Tipos Psicológicos
  • Símbolos da Transformação
  • Psicologia e Alquimia
  • Aion: Estudos sobre o Simbolismo do Si-Mesmo
  • Mysterium Coniunctionis
  • A Vida Simbólica
  • Prática da Psicoterapia
  • E muitos outros...

Outros livros notáveis incluem:

  • O Homem à Descoberta da sua Alma
  • O Segredo da Flor de Ouro
  • O Livro Vermelho
  • Cartas de Carl Gustav Jung

Por que ler Jung?

As obras de Carl Jung oferecem uma visão profunda sobre a mente humana. Seus estudos continuam influenciando áreas como psicologia, filosofia, arte e espiritualidade. Se você deseja compreender melhor a si mesmo e o mundo ao seu redor, este curso de Jung é o caminho ideal e a leitura das obras dele torna-se obrigatória.

Compartilhe com aqueles que tem o mesmo interesse. Convide-os para a primeira aula e Acesse o link abaixo para saber mais sobre nosso de Aperfeiçoamento em Psicologia Analítica de Jung.

Clique Aqui!

Aguardo vocês dia 08/10/25

Prof. Paulo C. Galetto

O Mito de Procusto - Uma metáfora da intolerância psíquica

O Mito de Procusto


Na tessitura dos mitos gregos, a figura de Procusto emerge como uma metáfora perturbadora do autoritarismo psíquico. Este salteador, mais do que um mero assassino, era um rigoroso avaliador que agia sob um dogma particular: possuía uma cama de ferro, padrão incontestável de medida, à qual forçava todos os viajantes a se submeterem. Aqueles que excediam o comprimento tinham seus membros amputados; os mais curtos eram brutalmente esticados. A cama, rígida e imutável, era a lei.

Sob a lente da psicanálise, o mito de Procusto transcende a simples alegoria da intolerância social e revela-se um drama da vida psíquica. A cama de ferro pode ser interpretada como o superego tirânico, uma instância psíquica que, em vez de guiar, tortura. É a voz internalizada de uma lei cruel e impossível de se adequar, que exige um encaixe perfeito em um ideal rigidamente definido. O sujeito que internaliza um "superego procusteano" vive em constante tormento, mutilando partes de sua própria personalidade (amputação) ou forçando-se a ser o que não é (esticamento) para caber num molde de "perfeição" ou "normalidade". A diversidade natural do eu é vista como uma falha a ser corrigida.

É significativo que Atena, a deusa da razão e da sabedoria, tenha se calado perante a justificativa de Procusto. Seu silêncio não é aprovação, mas talvez a perplexidade da razão pura diante da lógica distorcida da neurose. O superego procusteano não é racional; é uma crença dogmática que se apresenta como justa, paralisando até mesmo a capacidade de questionamento. O silêncio de Atena simboliza como a própria razão pode ficar impotente quando confrontada com a força bruta de um ideal internalizado que não admite discussão.

A intervenção de Teseu, então, representa a necessária revolução terapêutica. Teseu, o herói que integra a força e a astúcia, personifica o ego saudável, a instância que deve mediar as exigências do mundo externo, os impulsos internos e a tirania do superego. Ao submeter o próprio Procusto à sua cama, Teseu não pratica simples vingança; ele demonstra, de forma crua, a absurdidade da lei. Ele revela que o padrão é, em si mesmo, uma prisão e que a verdadeira justiça, como afirma ao bandido, reside no reconhecimento da diferença como constitutiva do ser.

Desta forma, o mito nos alerta que a maior crueldade pode não ser a que vem de fora, mas a que nós mesmos infligimos, quando aceitamos camas de ferro como medidas de nosso valor. A jornada de autoconhecimento, portanto, implica em destronar nosso Procusto interno, quebrar a cama rígida dos ideais impossíveis e aceitar o comprimento singular da nossa própria existência. Tema apresentado pela Psicanalista Carla Moreira. Conheça nosso grupo de estudos. 

Acesse para saber mais!

O Dilema da Graduação em Psicanálise


Em 18/09/25, foi promovido um debate na câmara dos Deputados sobre a oferta de curso de graduação em psicanálise.

Deixo aqui registrado um ponto de vista. 
Fui coordenador e professor de Ensino Superior por mais de 15 anos, ao longo da minha vivência administrativa e acadêmica, conheço os bastidores de muitas IES que visam atender apenas os interesses dos acionistas, transformaram a Educação em produto, tal qual é possível de ser comercializado.
Além da minha experiência clínica como psicanalista, afirmo que o caminho dessa solução, não está na criação de cursos de graduação em massa, pois corre o risco da psicanálise perder seu real propósito.
A verdadeira formação está no fortalecimento de instituições sérias, verdadeiramente comprometidas com a transmissão legítima do conhecimento analítico.

O Que Está em Jogo no Debate Legislativo
O debate promovido pela Câmara dos Deputados não trata apenas da regulamentação da profissão. Trata-se, acima de tudo, de preservar a essência da psicanálise.
Se não houver cuidado, planejamento e escuta qualificada, corremos o risco de ver a psicanálise ser reduzida a mais uma commodity educacional, um produto entre tantos, esvaziado de sentido e profundidade.

A formação analítica não pode ser empacotada em grades curriculares para atender uma lógica de mercado. Ela exige tempo, ética, vivência e transformação subjetiva. E isso não se compra, se atravessa, por isso precisa de tempo, de uma formação contínua.

Um Chamado à Responsabilidade Formativa
A psicanálise precisa do que sempre precisou, ou seja, de instituições que honrem sua história e respeitem sua complexidade.

Precisa de profissionais que compreendam que formar-se é mais do que obter um diploma, é aprender a escutar com presença, ética e singularidade.

Sou professor e coordenador da Academia Tríade, desde a nossa fundação, todos os cursos, sejam de formação ou aperfeiçoamento, são construídos sobre um princípio inegociável: o respeito ao tripé clássico da psicanálise.
Teoria sólida
Análise pessoal ética e contínua
Supervisão clínica rigorosa

Nosso propósito é claro e firme: formar analistas capazes de se sustentar na escuta, com profundidade, responsabilidade e compromisso com o sujeito.

Se você psicanalista, acredita que a qualidade da formação deve vir em primeiro lugar, compartilhe essa reflexão. Vamos ampliar esse debate!

A Psique em Jung: um mergulho no universo interior

 



Quando falamos em Carl Gustav Jung, logo pensamos em arquétipos, inconsciente coletivo e sonhos. Mas, para compreender toda a sua obra, é preciso começar por um ponto essencial: a psique. Esse conceito é o coração do pensamento junguiano e revela como ele enxergava o ser humano, não apenas como um organismo biológico, mas como uma realidade viva, pulsante e profundamente simbólica.

O que é a psique em Jung?

Para Jung, a psique não se reduz à mente consciente ou ao raciocínio lógico. Ela é um sistema complexo e dinâmico, formado pela interação entre consciência, inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. Ou seja, a psique é a totalidade da vida psíquica, tanto o que conseguimos perceber racionalmente quanto aquilo que permanece oculto, mas influencia nossas escolhas, emoções e destinos.

Ele afirmava que a psique é autônoma e muitas vezes se expressa independentemente da vontade do ego. É por isso que sonhamos com imagens estranhas, temos intuições inesperadas ou sentimos forças internas que parecem maiores do que nós.

Os três grandes níveis da psique

  1. Consciência
    É a parte mais visível da psique, onde atua o ego que é o centro da identidade consciente. É aqui que organizamos nossos pensamentos, memórias, escolhas racionais e a percepção da realidade.

  2. Inconsciente pessoal
    Um reservatório de experiências esquecidas, traumas, memórias reprimidas e conteúdos que, por algum motivo, não estão presentes no momento consciente. Aqui encontramos complexos (como o complexo materno ou paterno), que podem influenciar nossas reações de forma automática.

  3. Inconsciente coletivo
    O nível mais profundo da psique, compartilhado por toda a humanidade. É formado pelos arquétipos, imagens universais que moldam sonhos, mitos, religiões e até comportamentos coletivos. É nele que Jung encontrou a chave para compreender a ligação entre indivíduo e humanidade.

A psique como sistema autorregulador

Uma das ideias mais fascinantes de Jung é que a psique funciona como um sistema autorregulador. Isso significa que ela busca constantemente o equilíbrio entre opostos: luz e sombra, razão e emoção, masculino e feminino, consciente e inconsciente.

Quando esse equilíbrio se rompe, o inconsciente envia sinais para restaurá-lo através de sonhos, sintomas, fantasias ou até crises existenciais. Esses sinais, que muitas vezes incomodam, não são defeitos da mente, mas chamados da própria psique para o processo de transformação.

O papel da individuação

A psique, segundo Jung, tem um propósito: conduzir o indivíduo ao processo de individuação. Esse caminho consiste em integrar as diferentes partes de si mesmo, tanto as conscientes quanto as inconscientes, em direção ao Si-mesmo (Self), que é o centro e a totalidade da personalidade.

Individuar-se é, portanto, tornar-se quem realmente somos, reconhecendo tanto nossa luz quanto nossa sombra.

A psique como mistério vivo

Para Jung, a psique não era apenas um objeto de estudo científico, mas também um mistério vivo, dotado de profundidade espiritual. Ele via no inconsciente não só conteúdos reprimidos, mas também uma fonte criativa e transformadora, capaz de guiar o ser humano em direção ao sentido da vida.

Por isso, Jung se aproximou de tradições simbólicas como a alquimia, a mitologia e as religiões, compreendendo a psique como ponte entre a realidade interior e o mundo exterior.


Conclusão

A visão de Jung sobre a psique nos convida a olhar para dentro com mais respeito e curiosidade. Em vez de enxergar a mente como um simples “centro de comando racional”, ele nos mostrou que somos atravessados por forças profundas, símbolos e arquétipos que ultrapassam a vida individual.

Entender a psique é abrir espaço para a transformação, para o diálogo entre consciente e inconsciente e para o encontro com o que Jung chamou de Si-mesmo, a realização da totalidade do ser.

Talvez, no fim das contas, a pergunta que Jung nos deixa seja: 

Estamos dispostos a escutar a linguagem da nossa própria psique?


Saiba mais!

Como a psicanálise se aprofunda na formação de novos analistas?

A psicanálise, em sua essência, é uma prática que se constrói e se transmite. Mas como esse saber é passado para as novas gerações de analistas? A resposta está no papel do psicanalista didata — uma figura central no processo de formação e supervisão.


Um psicanalista didata não é apenas um clínico experiente; é um profissional dedicado a guiar outros em sua jornada. Sua função é supervisionar casos, aprofundar a escuta e, principalmente, transmitir a ética e a técnica que sustentam o trabalho analítico.

Esse é o foco do curso Psicanalista Didata: Formação e Supervisão, que oferece uma oportunidade de mergulhar na transmissão do saber. O objetivo é capacitar psicanalistas que desejam atuar na formação de novos profissionais, contribuindo diretamente para a qualidade da prática clínica.

Se você busca aprimorar suas habilidades como supervisor, ou deseja se tornar uma referência na formação de outros analistas, este curso foi pensado para você.

Conheça a proposta completa: [https://atriapsicanalise.online/psididata]


Prof. Paulo C. Galetto

O Ciclo da Repetição - Por que repetimos os mesmos erros?


Você já se perguntou por que certas situações, padrões de relacionamento ou sentimentos parecem se repetir ao longo da sua vida, como se você estivesse preso em um roteiro? 

Para a psicanálise, isso não é obra do acaso, mas um fenômeno fundamental, chamamos de compulsão à repetição.

O Que é a Compulsão à Repetição?

Introduzido por Sigmund Freud, esse conceito descreve a tendência inconsciente de uma pessoa repetir experiências do passado, muitas vezes traumáticas ou dolorosas, sem se dar conta disso. Não se trata de uma simples lembrança, mas de uma encenação, onde o indivíduo revive ativamente os mesmos dramas, emoções e conflitos. A cada repetição, é como se o inconsciente estivesse gritando por atenção, tentando trazer à tona o que foi reprimido.

A repetição pode se manifestar de diversas formas:

  • Nas relações: Você pode se encontrar repetidamente em relacionamentos abusivos, em amizades tóxicas ou em posições de submissão.

  • Nas emoções: Sentimentos de abandono, culpa ou inadequação podem retornar em diferentes contextos.

  • Nas escolhas profissionais: Você pode sabotar suas próprias oportunidades de sucesso ou se sentir preso em trabalhos que não o satisfazem.

A Gota d'Água na Pedra: A Metáfora do Inconsciente

Imagine que o seu inconsciente é como uma gota d'água que cai incessantemente sobre uma pedra. A cada queda, a gota não se dá por vencida; ela continua, lentamente, esculpindo um sulco na rocha. A pedra, nesse caso, é a sua consciência, e a gota, o evento reprimido que insiste em vir à tona. A repetição é essa ação contínua da gota, uma insistência que tem um propósito claro: perfurar a barreira da repressão para que o conteúdo inconsciente possa, finalmente, ser visto e trabalhado.

Freud argumentava que, ao repetir esses eventos, o sujeito tenta dominar o que foi incontrolável no passado. A repetição é, ironicamente, uma tentativa de cura, uma forma desajeitada do psiquismo de tentar integrar a experiência que, na época, foi demais para ele processar.

O Papel da Psicanálise na Quebra do Ciclo:

A psicanálise oferece o espaço e as ferramentas para que você possa, finalmente, parar de repetir e começar a se conscientizar. Ao trazer à luz o que está por trás desses padrões, a terapia permite que você:

  1. Identifique os gatilhos: Entenda o que dispara os ciclos de repetição.

  2. Ressignifique o passado: Compreenda as experiências que moldaram seu comportamento.

  3. Assuma o controle: Deixe de ser um ator em um roteiro pré-escrito e torne-se o autor da sua própria história.

O autoconhecimento é o que muda a repetição de um fardo em uma oportunidade de crescimento. Ele nos permite não apenas entender "por que" fazemos o que fazemos, mas também "como" podemos fazer diferente.

Se você sente que está preso em um ciclo de repetição, a psicanálise pode ser o caminho para encontrar a liberdade e a mudança que você busca. Não é apenas uma teoria; é um convite para você olhar para dentro e finalmente dar um novo significado à sua história.

Se aprofunde nesse e em outros conceitos fundamentais da psicanálise. 

Conheça o nosso curso de Formação em Psicanálise Clínica e inicie sua trilha de desenvolvimento. [https://atriapsicanalise.online/cursoformacao]

Prof. Paulo C. Galetto

Coordenador da Academia Tríade da Psicanálise

Hashtags: #Psicanálise #CompulsãoÀRepetição #Freud #Inconsciente #Autoconhecimento #SaúdeMental #Terapia #Psicanalista #AtriaPsicanálise #Mudança #BemEstar #DesenvolvimentoPessoal #Psicologia #MenteHumana 

- Setembro Amarelo: Um Chamado Para Cuidar da Vida Todos os Dias

 


Setembro é o mês da conscientização sobre a saúde mental e prevenção ao suicídio. O movimento Setembro Amarelo nasceu com um propósito nobre: salvar vidas por meio da informação, acolhimento e escuta ativa.

Origem do Setembro Amarelo

No Brasil, a campanha teve início em 2015, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A inspiração veio dos Estados Unidos, onde o jovem Mike Emme, que tirou a própria vida aos 17 anos, ficou conhecido por seu carro amarelo. Seus amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio, dando origem ao símbolo que hoje representa a luta contra o suicídio.

Prevenção: Falar é a Melhor Solução

O suicídio é um fenômeno complexo e silencioso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos — e muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com apoio emocional e psicológico adequado.

Como prevenir?

  • 💬 Incentive o diálogo: escutar sem julgamento pode salvar vidas.
  • 👥 Esteja presente: o isolamento é um dos maiores gatilhos.
  • 🧑‍⚕️ Busque ajuda profissional: psicólogos e psicanalistas são aliados fundamentais.
  • 📚 Informe-se: conhecimento reduz o estigma e promove empatia.

Clínica Átria: Aqui nós também cuidamos de Você!

Se você ou alguém próximo está enfrentando momentos difíceis, saiba que não está sozinho. A Clínica Átria, vinculada à Academia Tríade da Psicanálise, oferece atendimento especializado em saúde mental, com profissionais capacitados para acolher, escutar e orientar.

📅 Agende sua consulta com facilidade pelo link:

A Clínica Átria está com agenda aberta e pronta para te receber com respeito, sigilo e empatia. Porque cuidar da mente é um ato de coragem e você merece esse cuidado.



O psicanalista é o profissional que trabalha com a psicanálise, método criado por Sigmund Freud. Seu foco está na investigação do inconsciente. Ou seja, aquela parte da mente onde guardamos desejos, medos, traumas e conflitos que influenciam nosso comportamento sem que percebamos.

Ao invés de dar conselhos ou soluções prontas, o psicanalista oferece um espaço de escuta. Ele ajuda o paciente a falar livremente, interpretar seus sonhos, entender seus sintomas e descobrir o que está por trás de suas angústias.

Como é o trabalho na prática?

Durante as sessões, o psicanalista:

  • Escuta com atenção e sem julgamentos.
  • Interpreta os conteúdos inconscientes que surgem na fala.
  • Acompanha o paciente na elaboração de seus conflitos.
  • Estimula o autoconhecimento e a autonomia emocional.

A psicanálise não busca apenas aliviar sintomas, ela promove uma transformação profunda, ajudando o paciente a entender sua história, seus desejos e a construir novas formas de viver.

Como se tornar psicanalista?

  • A formação em psicanálise é diferente da Psicologia ou Psiquiatria.
    • Psicologia (5 anos) Regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia e MEC.
    • Psiquiatria (6 anos Medicina) + (3 anos residência como Psiquiatra)
    • Psicanálise (3 anos em média), isso depende do projeto de cada Sociedade, instituto ou escola. Aqui na academia preservamos uma formação consistente de 3 anos + análise pessoal + Atendimento clínico supervisionado.

Detalhe importante:

A Psicanálise não é regulamentada pelo MEC e nem Por outro conselho. Por isso classifica-se como curso livre. A profissão é regulamentada pelo MTE CBO: 2515-50.

Porque o MEC não reconhece cursos de psicanálise como graduação ou pós-graduação formal?

  • Porque para reconhecer um curso de graduação tem todo um processo de abertura, implementação do projeto, autorização, provas ENADE e só depois o curso de graduação é reconhecido. A Psicanálise não seguiu esse percurso.
  • O CFP (Conselho Federal de Psicologia) não regula a atuação de psicanalistas, apenas de psicólogos.
  • O CFM (Conselho Federal de Medicina) também não interfere, a menos que o profissional seja médico.
  • O que isso significa na prática? O certificado de formação em psicanálise é válido como curso livre, podendo ser registrado em cartório, mas não confere título acadêmico como bacharel, mestre ou doutor. A atuação como psicanalista é legalizada pelo MTE, desde que não se exerça funções exclusivas de psicólogos ou médicos sem a devida formação.
  • Aqui já ressalto que devem tomar cuidado com promessas de escolas com formação de 1 ano, ou com a oferta usando a chancela "reconhecido pelo MEC". Pois a proposta não corresponde com a verdadeira formação.
  • Por isso é essencial escolher uma escola com boa formação sólida que siga padrões éticos e clínicos sólidos, assim como a Academia Tríade da Psicanálise.

Porque a Psicanálise não seguiu as formalidades acadêmicas ou dos conselhos?

  • Origem e tradição: A psicanálise surgiu como uma prática clínica e teórica independente, com raízes em Freud e outros pensadores. Ela sempre teve uma estrutura própria, fora dos modelos acadêmicos tradicionais. Freud quis assim, uma ciência natural.
  • Autonomia das escolas: Cada sociedade ou escola psicanalítica define seus próprios critérios de formação, baseados no famoso “tripé” (teoria, análise pessoal e supervisão). Isso garante liberdade metodológica, mas também exige que o aluno escolha instituições sérias e reconhecidas.

A Psicanálise é um percurso tanto para quem deseja atuar profissionalmente quanto para quem busca autoconhecimento.

Conheça a Academia Tríade da Psicanálise

A Academia Tríade da Psicanálise oferece uma formação completa, com abordagem acessível, conteúdo profundo e suporte humanizado. É ideal para quem deseja atuar profissionalmente ou simplesmente se aprofundar no autoconhecimento.

Se seu objetivo é fazer a diferença na vida das pessoas, começando pela sua, este curso é o ponto de partida ideal.

Prof. Paulo C. Galetto     

Vem Viver Essa Travessia: Formação e Aperfeiçoamento na Academia Tríade da Psicanálise


A formação em Psicanálise é mais do que um percurso acadêmico — é uma travessia de escuta, saber e prática clínica. Na
Academia Tríade da Psicanálise, cada curso é desenhado para quem busca aprofundar sua escuta, refinar sua atuação e transformar sua relação com o saber psicanalítico.

Curso Aperfeiçoamento em Psicanalista Didata

Voltado para psicanalistas já formados, este curso propõe o refinamento da prática clínica e a preparação para atuação como docente. Uma oportunidade de expandir o campo de atuação e contribuir com a formação de novos profissionais.
📅 Início: 01/10/25

Curso Aperfeiçoamento em Psicologia Analítica

Inspirado na obra de Carl Gustav Jung, este curso convida o profissional a desenvolver uma escuta simbólica, ampliando o olhar clínico para os processos psíquicos profundos e os arquétipos que atravessam a experiência humana.
📅 Início: 08/10/25

Curso de Formação em Psicanálise Clínica

Para quem deseja iniciar sua trajetória como psicanalista, este curso oferece uma base sólida em teoria, técnica e ética clínica. É o ponto de partida para quem quer atuar com responsabilidade e profundidade na escuta do inconsciente.
📅 Início: 14/02/26

Curso Aperfeiçoamento na Clínica do Desejo – Lacan

Com base nos fundamentos da psicanálise lacaniana, este curso oferece ferramentas para aprimorar a escuta clínica, compreendendo o desejo como eixo central da experiência subjetiva.
📅 Início: 01/04/26

Mais que cursos, uma experiência de formação com propósito:

Na Tríade, acreditamos que a formação clínica exige tempo, escuta e atravessamento. Por isso, nossos cursos são pensados para acolher o percurso singular de cada profissional, oferecendo suporte teórico, supervisão e vivência.

Vem viver essa travessia com a Atria Psicanálise.
Amplie seu saber. Fortaleça sua clínica.

#academiatríade #formaçãoempsicanálise #psicanáliseclínica #psicanalistadidata #psicologiaanalítica #clinicadodesejo #lacannaprática #jungnaclínica #escutaprofunda #travessiaclínica #saberquetransforma #experiênciatríade #estudoscompropósito #formaçãocomsentido #vemsertríade

Depressão vs Suicídio: Entendendo a Diferença, a Conexão e os Caminhos de Prevenção


A depressão é uma das condições de saúde mental mais prevalentes e incapacitantes da atualidade. Segundo a OMS, ela afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Já o suicídio, embora menos frequente, é uma das consequências mais graves da depressão não tratada — mas é importante entender que nem toda pessoa com depressão pensa em suicídio, e nem todo suicídio está ligado exclusivamente à depressão.

Depressão: muito além da tristeza

A depressão é um transtorno que, segundo a neurociência envolve alterações químicas no cérebro, fatores genéticos, ambientais e sociais. Os sintomas incluem:

  • Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança ou vazio
  • Perda de interesse por atividades antes prazerosas
  • Alterações no sono e apetite
  • Fadiga constante
  • Dificuldade de concentração
  • Pensamentos autodepreciativos

Esses sintomas podem variar em intensidade e duração, e muitas vezes são invisíveis aos olhos de quem está por perto.

Suicídio: um ato extremo, mas prevenível

O suicídio é um fenômeno complexo que envolve sofrimento psíquico intenso. Embora a depressão seja um dos principais fatores de risco, outros elementos como traumas, abuso de substâncias, transtornos de personalidade e falta de suporte social também contribuem.

Sinais de alerta incluem:

  • Fala sobre querer morrer ou desaparecer
  • Isolamento social repentino
  • Mudanças bruscas de comportamento
  • Despedidas incomuns ou entrega de pertences
  • Aumento do uso de álcool ou drogas

A importância da escuta clínica e do cuidado contínuo

A boa prática clínica exige uma abordagem integrada: psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico, suporte familiar e intervenções comunitárias. O acompanhamento terapêutico, por exemplo, tem se mostrado eficaz em casos graves, oferecendo suporte fora do ambiente hospitalar e promovendo reabilitação com menor impacto na rotina do paciente.

Prevenção é possível — e começa com empatia

Falar sobre suicídio não induz ao ato. Pelo contrário: abre espaço para acolhimento e cuidado. A prevenção passa por:

  • Educação sobre saúde mental
  • Redução do estigma
  • Acesso facilitado a serviços psicológicos
  • Fortalecimento de redes de apoio

Perfeito, A! Aqui está o texto para blog sobre Depressão vs Suicídio, com abordagem clínica, educativa e sensível — e agora com chamada direta para o atendimento da Clínica Átria:

Depressão vs Suicídio: Entenda a Diferença, a Conexão e Como Buscar Ajuda

A depressão é uma das condições de saúde mental mais prevalentes no mundo — e também uma das mais incompreendidas. Muitas vezes, ela é associada diretamente ao suicídio, o que pode gerar medo, estigma e confusão. Mas é essencial esclarecer: nem toda pessoa com depressão pensa em suicídio, e nem todo suicídio está ligado exclusivamente à depressão.

🌧️ O que é depressão?

A depressão é um transtorno psíquico que afeta o humor, a energia, o apetite, o sono e a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com o mundo. Ela pode ser causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Sintomas comuns incluem:

  • Tristeza persistente ou sensação de vazio
  • Falta de interesse por atividades antes prazerosas
  • Cansaço extremo
  • Pensamentos autodepreciativos
  • Dificuldade de concentração

A depressão não é fraqueza, nem falta de vontade. É sofrimento — e merece cuidado.

⚠️ E o suicídio?

O suicídio é um ato extremo que geralmente ocorre quando o sofrimento psíquico se torna insuportável e a pessoa não vê alternativas. Embora a depressão seja um dos principais fatores de risco, o suicídio também pode estar relacionado a traumas, transtornos de personalidade, uso de substâncias e ausência de rede de apoio.

Falar sobre suicídio não incentiva o ato — pelo contrário, abre espaço para acolhimento e prevenção.

💛 A escuta clínica pode salvar vidas

Na Clínica Átria, acreditamos que o cuidado começa pela escuta. Nosso atendimento clínico é voltado para quem precisa ser ouvido, compreendido e acompanhado com responsabilidade e afeto.

Oferecemos:

  • Psicoterapia individual com abordagem psicanalítica
  • Atendimento clínico social com valores acessíveis
  • Acompanhamento terapêutico para casos graves
  • Espaço seguro para falar sobre dor, sem julgamento

Se você ou alguém próximo está enfrentando sofrimento emocional, entre em contato com a nossa Clínica Átria.


Agende seu atendimento aqui


Atendimento on line para todo o Brasil:

A dor psíquica não precisa ser enfrentada sozinha. Com escuta, cuidado e acompanhamento, é possível reconstruir caminhos e ressignificar a vida.

#SetembroAmarelo

#SaúdeMentalImporta 

#PrevençãoDoSuicídio 

#PsicanáliseÉEscuta 

#VocêImporta 

Destaque:

Depois do dia de Natal!

Depois do dia de Natal! Após o Natal, emergem reminiscências, experiências passadas e novas vivências que se entrelaçam no campo do desejo....